Fonte: Macauhub

A cooperação empresarial foi a tónica do Fórum de Jovens Empresários da China e dos Países de Língua Portuguesa realizado quarta-feira, em Macau, e que permitiu debater o papel de Macau como plataforma comercial entre a China e aqueles países.

O Fórum contou com a presença de responsáveis do governo da República Popular da China, de Macau, diplomatas dos países de língua portuguesa, municípios e de associações empresariais de jovens empresários de Macau, Portugal e China que aproveitaram o encontro para estudar o reforço da cooperação e um maior entendimento das potencialidades existentes tendo Macau como entreposto privilegiado no relacionamento multilateral.

No encontro, Duarte Alves, da Associação dos Jovens Empresários de Macau, que moderou o painel temático sobre o papel do território na concretização de “Uma Plataforma e Três Centros”, lembrou que “em Macau, o ordenamento jurídico está muito próximo do de Portugal, o que facilita os contactos com os países de língua portuguesa.

O empresário do interior da China, Wang Jianfeng lembrou, por sua vez, que “existe um grande potencial de investimento e que Macau deve divulgar melhor esta informação dentro da China (…) os empresários chineses têm dificuldades linguísticas e necessitam de ter informação sobre a cultura e o ordenamento jurídico dos países da língua portuguesa.”

No mesmo debate, a empresária Angela Lam evocou os vários investimentos que dão os primeiros passos na ilha de Hengqin, frente a Macau e defendeu a necessidade “de atrair investidores para a zona, para se expandirem depois pela China.”

Presente na sessão esteve também Alberto Carvalho Neto, da Associação de Jovens Empresários Portugal-China (AJEPC), que explicou que o organismo “tem funcionado como uma associação triangular, que mensalmente organiza sessões de esclarecimento em Portugal, nos países de língua portuguesa de África e na China”.

Um comunicado do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau) refere, por seu turno, que este Fórum proporcionou uma plataforma aos jovens empresários para a procura de oportunidades de negócios e criou alicerces sólidos para o intercâmbio de ideias nas áreas de gestão e de administração.